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São Paulo estuda repasse obrigatório de 50% da venda de atletas a pagamento de dívidas

Novembro 16 / 2017

Nem todos os membros do comitê concordam com o repasse de 50%, com medo de que falte dinheiro para a montagem de times fortes.David Neres foi a maior venda tricolor no ano: R$ 40mi ao Ajax (Divulgação/Ajax)

A reunião entre membros do Comitê de Administração do São Paulo começou a esboçar um projeto polêmico. É que o clube pode criar uma regra obrigando que metade da receita obtida com a venda de qualquer jogador seja usada no pagamento de dívidas bancárias.

O plano é zerar essa pendência em três anos. O Comitê de Administração do Tricolor está convencido de que os gastos com a dívida e os juros são hoje o grande vilão nas contas do clube. É por causa disso que o São Paulo fechará 2017 com pequeno déficit, apesar de ter conseguido R$ 150 milhões líquidos com a venda de atletas.

O Tricolor vendeu David Neres ao Ajax por R$ 40 milhões, Luiz Araújo ao Lille por R$ 30,1 milhões, Thiago Mendes também ao Lille por R$ 27,2 milhões, Maicon ao Galatasaray por R$ 26,3 milhões, Lyanco ao Torino por R$ 21 milhões e Augusto Galvan para o Real Madrid B por R$ 3,2 milhões. O desempenho de Neres, Maicon e Galvan ainda podem render mais R$ 20 milhões ao São Paulo nos próximos anos.

A ideia de vincular um percentual da venda dos atletas para a amortização da dívida está praticamente sacramentada. A discussão agora é em relação ao tamanho da fatia. Nem todos os membros do comitê concordam com o repasse de 50%, com medo de que falte dinheiro para a montagem de times fortes.

Neste ano, por exemplo, o Tricolor gastou quase 1/3 da grana obtida com as vendas nas contratações de novos jogadores. Pratto (R$ 21 milhões), Petros (R$ 9,2 milhões), Arboleda (R$ 6,6 milhões), Maicosuel (R$ 3,6 milhões), Jonathan Gomez (R$ 2,6 milhões), Marcos Guilherme (R$ 1,8 milhão), Jucilei (R$ 1 milhão), Sidão (R$ 300 mil) e Thomaz (R$ 300 mil) custaram juntos R$ 46,4 milhões.

Na reunião da última segunda-feira, o presidente Leco e os membros do comitê ainda determinaram que todos os departamentos do clube terão de cortar custos, não só de mão de obra, como de serviços, a partir de 2018. Também há a recomendação de buscar novas receitas.
Por Jorge Nicola

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