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Filhos pleiteiam R$ 2,6 milhões do pai que matou a mãe em 2000

Dezembro 20 / 2017

Ação por danos morais e matérias foi assinada pelos advogados em Fernandópolis Welson Olegário (foto em destaque), Milena Viriato Mendes e Mateus Galdino,

A Justiça de Fernandópolis começou a intimar testemunhas em uma ação por danos e responsabilidade civil (dano material e moral)movida pelos filhos de Simone Maldonado contra pai, o médico Luiz Henrique Semeghini, preso por matar a esposa em 2000. Ele cumpre pena no presídio em Tremembé, região do Vale do Paraíba. O valor da ação é de R$ 2.640.000,00, cujo feito tramita na 1ª Vara Cível de Fernandópolis.
De acordo com a ação , subscrita pelos advogados Welson Olegário, Milena Viriato Mendes e Mateus Galdino, os três filhos com o objetivo de resguardar os seus interesses, uma vez que demonstrado nos autos da medida cautelar de Protesto contra Alienação de Bens que o pai teria dilapidado o patrimônio e adquirindo outros bens em nomes de terceiros, atestam o requisito exigido pela legislação processual vigente, qual seja, perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. O requerido está dispondo dos seus bens, o qual não ficará com quaisquer outros bens livres e desembaraçados que possam garantir o futuro crédito dos autores, No dia 15 de outubro de 2000, por volta das 06h00, em sua residência Luiz Henrique matou Simone brutalmente com sete tiros, disparados , ao agir por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.A legitimidade para postular os danos sofridos em decorrência da morte da vítima é de cada um dos que os experimentaram. A matéria não diz respeito ao direito hereditário, mas ao sofrimento material, intelectual e emocional, e às perdas dos Autores, filhos da falecida, provocadas pelo ato ilícito pai..
Após o assassinato, em momento algum o pai, de acordo com a ação, preocupou-se em auxiliar na cobertura das despesas decorrentes do seu ato ilícito, recusando-se a tomar conhecimento da difícil situação financeira, intelectual e emocional em que ficaram os os filhos, os quais ficaram desamparados em face da ausência de sua mãe, contando apenas com a ajuda de seus avôs. Outro prejuízo material sofrido pelos filhos é o fato dele ter negado se nega a arcar com os alimentos necessários, em especial com os custos dos estudos dos autores – Pedro Henrique e Ana Flávia – os quais, se viram obrigados a moverem ações de alimentos, conforme se comprova a documentação em anexo (andamento dos processos de execução de alimentos), ainda pendente de pagamento. Os autores ainda sofreram danos materiais no tocante aos gastos com tratamento psicológicos que diga-se estes que perduraram pela vida inteira dos Requerentes. "Dessa feita, surgem no presente caso os pressupostos da responsabilidade civil, mormente em face do Código Civil, a saber: a conduta humana (aqui ação ilícita do agente), o dano ou prejuízo, a culpa e o nexo de causalidade. Nesse trilhar, o Requerido tem o dever de arcar com a indenização material almejada, em valor a ser apurado regularmente em liquidação de sentença, tendo em vista ter sido o autor do assassinato brutal da mãe e sua esposa. A questão do dano moral, cinge-se como consequência do ato ilícito, que é elemento imprescindível na configuração da responsabilidade civil, sem o qual não existe. A fixação de valores indenizatórios pelos danos morais causados, por certo não diminui a dor e o sofrimento sentidos por uma família, que é privada de um ente querido, no caso, a mãe dos Requerentes, uma das provedoras do sustento do lar. Isso não faria voltar aos seus convívios a vítima, mas, por outro lado, traria segurança e conforto aos filhos que viram-se desamparados com a ausência materna. Apesar de ser por demais claro, que a vida humana não tem preço, torna-se medida de justiça a indenização pelo causador do falecimento", escreveu a ação.
Além disso, recentemente o o pai teria se desfeito de uma uma propriedade rural General Salgado. Os filhos Pedro Henrique, Ana Flávia, e Ana Cristina Maldonado.

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