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Palmeiras cobra calote de R$ 14 milhões da WTorre na Justiça

Janeiro 04 / 2018

A informação da cobrança judicial foi dada pelo próprio presidente palmeirense, Maurício Galiotte, aos membros do COF (Conselho de Orientação Fiscal

O casamento entre Palmeiras e WTorre ganhou mais um capítulo judicial. Nos últimos dias de 2017, o Verdão entrou com uma ação cobrando R$ 14 milhões da construtora por causa do Allianz Parque. O processo tem dois motivos: o não pagamento das multas previstas para os 13 jogos que o clube não pôde fazer em seu estádio e o calote no repasse de um percentual do aluguel da arena em shows e outros eventos.

Por contrato, a WTorre é obrigada a pagar uma multa que equivale a 50% da bilheteria em cada um dos duelos palmeirenses como mandante longe do Allianz Parque. E isso nunca ocorreu. Assim, se o Verdão teve receita bruta de R$ 1 milhão no Pacaembu em uma partida qualquer, R$ 500 mil deveriam ser bancados pela construtora ao clube a título de indenização.

O pedido de execução também se deve à inadimplência da WTorre em relação ao aluguel do estádio em dias de eventos não ligados ao Palmeiras. Quando ocorre um show no Allianz, por exemplo, o Verdão tem direito a 5% do valor cobrado pela cessão do estádio. O mesmo raciocínio se aplica a todas as ações realizadas dentro da arena.

Desde sua inauguração, há pouco mais de três anos, o estádio já recebeu 33 shows internacionais. Mas a agenda do Allianz também já foi ocupada por eventos corporativos, festas infantis, cultos evangélicos, ciclo de palestras, feijoadas, jogo de rugby, treino de UFC, campeonato de games, shows sertanejos e com DJ’s e até pré-estreia de um filme.

A informação da cobrança judicial foi dada pelo próprio presidente palmeirense, Maurício Galiotte (foto em destaque), aos membros do COF (Conselho de Orientação Fiscal) no último encontro, em meio à revolta causada pela notícia de que a WTorre cogita utilizar o estádio em 300 datas durante o ano de 2018. Alguns compromissos já estão fechados, como os shows de Foo Fighters, Depeche Mode e Ozzy Osbourne.

Em outubro de 2016, o Palmeiras já havia vencido outra batalha contra a WTorre. Uma câmara de arbitragem definiu que a construtora só poderia vender 10 mil cadeiras e não as 44 mil, como desejava. A discussão rendeu anos de batalha e colocava em risco a existência do programa Avanti, que reúne os sócios-torcedores do Palmeiras.

Do Blog do Jorge Nicola

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