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'Ranking do sexo' viraliza e expõe moradoras de Muzambinho

Janeiro 14 / 2018

Caso chegou até a Polícia Civil depois de o conteúdo ter se espalhado pelo WhatsApp entre os moradores da cidade, que tem pouco mais de 20 mil habitantes

A Polícia Civil abriu investigação após um 'ranking' que expõe intimidades sexuais e faz ofensas a mulheres maiores e menores de idade, moradoras de Muzambinho, no Sul de Minas Gerais, se espalhar pelo WhatsApp. O caso chegou até a corporação depois de ser compartilhado em grupos de moradores da cidade, que tem pouco mais de 20 mil habitantes. Além de nomes, a lista também atribui apelidos pejorativos às vítimas.

Segundo o delegado Silvio Sérgio Domingues, que apura o caso, as mães das adolescentes citadas no ranking, intitulado "TOP 100 Put...de Muzambinho", procuraram a polícia para registrar a ocorrência. "A maioria são meninas na faixa de 13 a 16 anos. As mães ficaram preocupadas e procuraram a polícia. Essa não é a primeira lista a viralizar. Já tiveram outras pejorativas com homossexuais, por exemplo", disse Domingues. Ainda segundo o delegado, a Polícia Civil está investigando o autor, que pode estar entre adolescentes que estudam com as meninas citadas. Uma menina também teria ajudado, mas as hipóteses serão investigadas.

"Já chegaram informações que dão conta de que quem começou a lista foi um adolescente da escola da cidade, mas estamos apurando", disse. De acordo com o delegado, a lista já chegou até cidade de Monte Belo, no Sul de Minas, e está sendo "atualizada" com o nome das moradoras de lá.

O ranking

A lista, considerado machistas em comentários nas redes sociais, compartilhado traz o nome de mais de 100 mulheres de várias idades, casadas e solteiras, atribuindo a elas o adjetivo de prostituta. Em vários dos nomes, o autor atribui às mulheres posições sexuais e ofensas, como "só tem cara de santa", "a pior", "quem nunca", além de várias outras com palavrões. Segundo a Polícia Civil, alguns nomes são acompanhados de informações pessoais como nome dos pais, endereço, e até local de trabalho.

O delegado conta que várias vítimas procuraram a polícia para denunciar o caso. Domingues alerta que é preciso reunir todas que se sentirem lesadas para fazer o boletim de ocorrência. “Vamos reunir provas, capturas de telas, comentários, para tentar localizar quem começou com isso tudo. É difícil porque perde o controle, a lista começou com 70 nomes, hoje já temos 100", explica o delegado.

Silvio Sérgio Domingues ainda explica que os envolvidos podem responder por crimes como ameaça, calúnia, difamação, injúria e até falsa identidade, no caso de perfis falsos usados para compartilhar.

Por Maria Lucia Gontijo, do Tempoonline

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