Abandonadas por 12 horas mãe e filha querem R$ 30 mil contra a Prefeitura de Jales

Fevereiro 07 / 2018

Ambulância da Prefeitura de Jales abandou as autoras depois de uma consulta em Rio Preto

A Prefeitura de Jales virou ré em uma ação de danos morais, ajuizada em R$ 30 mil. A ação foi proposta por mãe e filha, segundo o feito que tramita na 4ª Vara Cível. As autoras são respectivamente mãe e filha. A filha I.G é portadora de artrite reumatoide, doença que causa bastante dor e inchaços nas articulações da criança, razão porque constantemente precisa ser submetida a tratamentos médicos. No mês de maio do ano passado, a doença agravou-se, razão passar diversas consultas médicas desde o dia 08/05 . Em 11/05/2017 foi atendida na Santa Casa de Jales, às 12h51min, ocasião em que a criança estava com febre, dores e inchaço articular, razão por que foi solicitado o encaminhamento ao Hospital de Base de São José do Rio Preto. Foi solicitado atendimento de especialista em reumatologia para a filha no dia 11/05/2015 e, felizmente, conseguiram encaixar atendimento médico na mesma data com a Dra. Ana Luíza em São José do Rio Preto . Por tal motivo, a Prefeitura de Jales disponibilizou às autoras uma ambulância para leva-las a São José do Rio Preto, A menor recebeu atendimentos médicos e sua mãe A. P.C. esteve com ela como acompanhante. O atendimento durou das 22h04min do dia 11 até 01h35min da manhã do dia 12.
Para a desagradável surpresa das autoras, a ambulância que as tinha levado foi embora, sem nenhum aviso, tendo literalmente abandonado- as São José do Rio Preto. Desesperada, a mãe ligou para os responsáveis da ambulância, que lhe disseram que uma ambulância retornaria para buscá-las até no máximo às 03:00 da manhã. Infelizmente, a ambulância não chegou. Durante toda a madrugada, a mãe tentou entrar em contato com diversas pessoas para saber quando a ambulância chegaria ou até mesmo para saber se alguma outra pessoa poderia busca-las. Ressalte-se que as autoras não tinham nenhum dinheiro consigo, porque apenas saíram de casa para consultas médicas, razão pela qual que não tinham condições de ir embora de ônibus ou até mesmo se alimentarem em São José do Rio Preto. Amanheceu o dia e as autoras ainda não tinham sido buscadas. Durante a manhã, A.P conseguiu contato com a Secretaria Municipal de Saúde, que atestou mais uma vez que a ambulância estava a caminho. Passadas quase 12 horas esperando, a ambulância finalmente chegou por volta das 13:00 horas do dia 12/05/2017, conforme de comprovou do atestado com observação de próprio punho médica Beatriz Albino Queiroz
"Além de todo o inconveniente já amargado pelas autoras, a viagem de volta para Jales foi ainda mais morosa.
Diante da narrativa fática, verifica-se que as autoras sofreram dano moral causado pelo Município de Jales. Isso porque uma ambulância do Município de Jales levou Isabela e Ana Paula a São José do Rio Preto para atendimento médico e, depois, sem nenhuma explicação, a ambulância foi embora e abandonou as autoras. Obviamente, era dever do Município de Jales ter mantido a ambulância à disposição das autoras para retornar para Jales ou, em caso absolutamente extraordinário, deveria comunica-las o motivo da ambulância ir embora", escreveu o advogado Thales Marino, que subscreveu a ação por danos.
Para ele, ao contrário, a ambulância simplesmente foi embora e abandonou as autoras desamparadas numa cidade a cerca de 150 quilômetros de Jales. A juiza Maria Paula Branquinho Pini (foto) analisa a ação, que já determinou a citação da Prefeitura.

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