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Justiça manda soltar psicóloga condenada na Operação QI

Fevereiro 12 / 2018

Marta Zuin Colassiol ((foto à direita)l ficou presa por dois anos, sete meses 15 dias. Ela foi condenada por vários crimes em irregularidades em concurso público

A Justiça de Ribeirão Preto concedeu liberdade à psicóloga de Fernandópolis, Marta Zuin Colassiol, condenada oito anos e um mês em regime fechado, por crimes de organização criminosa, fraudes em concurso público, inserir documentos públicos como falsos, além de concurso material de pessoas. Ela permaneceu presa por dois anos, sete meses e 15 dias.
A sua comparsa, Mônica Bertão, foi condenada a nove anos, também por regime fechado. As condenações são decorrentes a fraudes em concurso, organização criminosa , inserir falsas declarações em documentos públicos aliada com concurso material de pessoas, além de crimes em licitações . A Justiça entendeu que parte da pena foi cumprida e não há mais risco de alteração processual, caso ocorra outras supostas acusações na esfera cível Colassiol estava presa na cadeia feminina de Cajuru, município localizado na região de Ribeirão. A sentença foi assinada pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Ribeirão Guacy Sibile Leite, em setembro do dano passado
Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça mostram uma conversa em que a vereadora de Pradópolis, Marlene Galiaso, apontada como líder do grupo criminoso que fraudava licitações e concursos públicos nas regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Fernandópolis, estaria preocupada com a “perda” de alguns certames.
Em uma ligação por meio de um celular, com data de 18 de março deste ano, Galiaso conversa com um homem - não identificado - e faz menções a concorrências perdidas em Fernandópolis, Dumont/SP e Nova Granada/SP.
A “preocupação” da vereadora investigada está diretamente ligada ao poder de “faturamento” que a quadrilha possuía: o montante que o grupo denunciado pelo GAECO (Grupo ao Crime Organizado) teria desviado dos cofres públicos, através de fraudes em Câmaras Municipais e Prefeituras, já ultrapassa R$ 2,5 milhões.
Ao todo, 14 pessoas continuam presas e 6 foram liberadas. Com 4 dos investigados que responderão o processo em liberdade, há um acordo de delação premiada. Um empresário e ex- -secretário de Finanças de Monte Alto ainda é considerado foragido. Informações dão conta que ela esta morando em São José do Rio Preto.

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