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Empresário investigado na Operação Eminência Parda é preso em Morro Agudo

Abril 25 / 2018

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, os envolvidos são investigados por desvio ao menos R$ 1 milhão dos cofres públicos, a partir de fraudes em licitações e contratos.

O Ministério Público confirmou a prisão do empresário Átila Juliano da Silva, investigado por participação nas fraudes apontadas na Operação Eminência Parda, em Morro Agudo , região de Ribeirão Preto. Marido da ex-secretária de administração Cleire de Souza, que também é investigada e se entregou na última terça-feira (17), Silva é suspeito de ter se beneficiado de licitações direcionadas na Prefeitura, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Franca (SP).
Os agentes cumpriram o mandado de prisão preventiva com base em decisão da Justiça expedida na noite de sexta-feira (20). Segundo o promotor Rafael Piola, Silva foi levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franca depois de ser comunicado sobre a decisão em casa.
Átila nega qualquer irregularidade. A defesa entende que o MP, o Gaeco, se precipitou por conta da ausência de qualquer materialidade que justifique a prisão do Átila. “Assim que tivermos conhecimento da denúncia na segunda-feira [23] entraremos com pedido de liberdade provisória", afirmou um dos advogados de defesa.
Além do empresário e a ex-secretária de Administração, outras três pessoas investigadas na força-tarefa estão presas preventivamente: a chefe do setor de licitações da Prefeitura, Mara Cristina Braga Pereira, o secretário de Serviços Urbanos , Transportes e Obras Públicas João Marcos Ficher e o ex-assessor de assuntos urbanos Tiago Stolarique.
Presos na primeira fase da operação, o vereador Elvis Júnio Marques (PT) e a secretária Elisiane Ferreira tiveram liberdade concedida pela Justiça. O prefeito Gilberto Barbeti (PDT) foi afastado do cargo por 90 dias.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, os envolvidos são investigados por desvio ao menos R$ 1 milhão dos cofres públicos, a partir de fraudes em licitações e contratos.
As suspeitas surgiram em novembro de 2017, após a deflagração da Operação Purgamentum, que apurava fraudes em contratos de coleta de lixo não região de Ribeirão Preto (SP) e no Sul de Minas Gerais, e que levou o ex-prefeito de Passos (MG) Ataíde Vilela (PSDB) à prisão.
Em 11 de abril deste ano, o prefeito de Morro Agudo (SP), Gilberto Barbeti (PDT), foi afastado do cargo pela Justiça por 90 dias no âmbito da Operação Eminência Parda, deflagrada na manhã desta quarta-feira (11) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Ao todo, seis mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça. Apenas um mandado de prisão não foi cumprido e uma servidora pública é considerada foragida. A Operação contou com o apoio de 60 agentes da Polícia Militar.
O vereador Elvis Júnio Marques, o Juninho Serralheiro (PT), e o secretário de Serviços Urbanos, Transportes e Obras Públicas, João Marcos Ficher, estão entre os presos. O ex-assessor de Assuntos Urbanos Tiago Stolarique, que é marido da atual secretária da Saúde, também foi preso.
Stolarique foi candidato a prefeito pelo PT durante as eleições de 2012 e é aliado do atual chefe do Executivo. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que Stolarique doou R$ 3.050 para a campanha de Barbeti nas eleições de 2016.

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