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Santos paga R$ 8,5 milhões para doze atletas jogarem por equipes adversárias

Junho 13 / 2018

O atacante, Rodrygo (foto), do Santos, praticamente negociado com o Real de Madrid

Segundo relatório do Conselho Fiscal do Santos, o clube paga, mensalmente, R$ 655.077,50 para que doze de seus jogadores atuem, por empréstimo, em equipes adversárias.

Incluindo o 13º salário (sem contar outras despesas fiscais), a conta, a grosso modo, totaliza R$ 8.516.007,50 anuais.

Difícil saber qual departamento (futebol ou administrativo), diante destes números.

É certo, porém, que os únicos não prejudicados foram os agentes de jogadores e seus cartolas associados, que seguiram recebendo todos os comissionamentos referentes aos negócios.
Venda- A proposta do clube espanhol foi de 45 milhões de euros (R$ 196 milhões): 40 milhões de euros (R$ 174 milhões) vão para o Santos, o equivalente aos 80% dos direitos econômicos e a maior parte da multa rescisória de 50 milhões de euros (R$ 218 milhões).

Como a oferta não alcançou os 50 mi, Rodrygo aceitou receber “apenas” 5 milhões de euros (R$ 21,8 milhões) para satisfazer ao montante exigido pelo Peixe. Detentor de 20% de seus direitos, o atacante ganharia 10 milhões de euros (R$ 43,6 mi) se o Real pagasse a quantia, o que não vai ocorrer.

Mesmo com os 40 milhões de euros garantidos, o Comitê de Gestão não gostou da decisão de Rodrygo, aprovada pelo presidente José Carlos Peres. A maioria dos membros do colegiado gostariam do pagamento da multa. A intenção era mostrar que só houve a liberação da joia pela falta de outra opção.

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