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Com déficit mensal de R$ 10mi, Timão atrasa imagens, luvas, comissão e impostos

Julho 06 / 2018

O fundo que administra a Arena Corinthians também tem recorrido a empréstimos bancários para custear os gastos com manutenção. Em 2017, mesmo sem ter de pagar o financiamento superior a R$ 400 milhões, o estádio causou um déficit de R$ 25 milhões nos cofres alvinegros.

O Corinthians vive um caos financeiro, com déficit de R$ 10 milhões por mês. A solução encontrada pelo clube para manter pelo menos os salários em dia tem sido recorrer a empréstimos e antecipações de receitas. Apurou-se que a diretoria financeira pode precisar de R$ 30 milhões para evitar um colapso.

Desde o início do ano, o Timão já antecipou receitas dos contratos com a TV Globo e com a Nike. Cotas que cairiam nos próximos anos foram trocadas por crédito em bancos, obviamente com desconto.

O mesmo procedimento foi feito com a venda de Maycon para o Shakhtar Donetsk. Os ucranianos prometeram pagar € 4,6 milhões (R$ 20,8 milhões) pelos 80% dos direitos econômicos que pertencem ao Corinthians. Essa quantia seria quitada em algumas prestações, mas o Corinthians foi a instituições bancárias para antecipar os recebimentos.

Além disso, também houve a necessidade de empréstimos bancários. O problema é que as linhas de crédito à disposição são limitadas, por causa dos péssimos números apresentados nos últimos balanços financeiros do Corinthians e devido ao risco de inadimplência.

O caos nas contas tem feito o clube atrasar vários pagamentos, como direitos de imagem, luvas, comissões e até impostos. “O Corinthians atrasa o FGTS por dois meses e paga no terceiro, para evitar o risco de perder os jogadores na Justiça”, explica um atleta, chateado com o modus operandi.

O fundo que administra a Arena Corinthians também tem recorrido a empréstimos bancários para custear os gastos com manutenção. Em 2017, mesmo sem ter de pagar o financiamento superior a R$ 400 milhões, o estádio causou um déficit de R$ 25 milhões nos cofres alvinegros. Ou seja, o então presidente Roberto Andrade precisou tirar o valor equivalente a um patrocínio máster anual para socorrer o fundo da arena.

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